Posts tagged: quadrinhos

Cachorro, o cachorro - Epílogo

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Finalmente chegamos ao final da saga do Cachorro, o cachorro. Depois de litros de sangue, suor e birita, confesso que foi muito bom voltar às nossas breves origens de 2007. O Cachorro é um personagem que a gente gosta muito, então pode ter certeza que ele vai aparecer mais vezes.

Pra facilitar a vida de todos, aqui está uma lista com todas as oito tiras (contando com essa aqui em cima) da série:

- Parte 1
- Parte 2
- Parte 3
- Parte 4
- Parte 5
- Parte 6
- Parte 7

Cachorro, o cachorro - Epílogo

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Finalmente chegamos ao final da saga do Cachorro, o cachorro. Depois de litros de sangue, suor e birita, confesso que foi muito bom voltar às nossas breves origens de 2007. O Cachorro é um personagem que a gente gosta muito, então pode ter certeza que ele vai aparecer mais vezes.

Pra facilitar a vida de todos, aqui está uma lista com todas as oito tiras (contando com essa aqui em cima) da série:

- Parte 1 - Parte 2 - Parte 3 - Parte 4 - Parte 5 - Parte 6 - Parte 7

Cachorro, o cachorro - Parte 7

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Honestamente, nós passamos mais tempo pensando em nomes escrotos para o goró e o pigas da tira de hoje do que em todo o resto da história. E aí lembramos de novo como nos divertimos escrevendo esses quadrinhos.

Uma nota sobre a tira de ontem: por mais que eu não acorde todas as manhãs pronto para receber rajadas saudáveis de fótons nas minhas gônadas, definitivamente não sou um ser humano muito adepto a roupas.

Quer dizer, isso não significa que em dias frios eu não curta a companhia de tecidos grossos emendados sob a minha pele, mas eu realmente preferia não ter que me cobrir com tanta vestimenta todos os dias. E de fato, eu não faço isso: pode ter certeza que na grande maioria das vezes, as palavras escritas por aqui são conjuradas enquanto eu estou com duas ou menos peças de roupa no meu corpo.

Nudismo é uma filosofia com que eu gostaria de estar mais engajado, mas é um pouco complicado se aplicar a esse tipo de coisa quando se habita um centro urbano como São Paulo. É o pó e o trânsito, alguns diriam.

É complicado. Eu olho da janela e o que vejo são macacos-sem-pelo usando ternos, macacos-sem-pelo usando jeans, macacos-sem-pelo usando jaquetas de couro em um sol de 23ºC.

Por sorte, com exceção do cachorro (não o da tira, um normal que não é feito de pixels), acabo passando grande parte do dia sozinho em casa. Como eu acredito que golden retrievers ainda não distinguem entre um roupão de feltro e um shorts de algodão, tenho uma certa liberdade em usar o que – ou o quanto – de roupa quiser. Interprete isso como convier.

Só espero que a vida desencane de tentar imitar a arte e não me apareça com nenhuma vizinha louca contratando cachorros bípedes alcoólatras pra tentar me matar.

Cachorro, o cachorro - Parte 7

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Honestamente, nós passamos mais tempo pensando em nomes escrotos para o goró e o pigas da tira de hoje do que em todo o resto da história. E aí lembramos de novo como nos divertimos escrevendo esses quadrinhos.

Uma nota sobre a tira de ontem: por mais que eu não acorde todas as manhãs pronto para receber rajadas saudáveis de fótons nas minhas gônadas, definitivamente não sou um ser humano muito adepto a roupas.

Quer dizer, isso não significa que em dias frios eu não curta a companhia de tecidos grossos emendados sob a minha pele, mas eu realmente preferia não ter que me cobrir com tanta vestimenta todos os dias. E de fato, eu não faço isso: pode ter certeza que na grande maioria das vezes, as palavras escritas por aqui são conjuradas enquanto eu estou com duas ou menos peças de roupa no meu corpo.

Nudismo é uma filosofia com que eu gostaria de estar mais engajado, mas é um pouco complicado se aplicar a esse tipo de coisa quando se habita um centro urbano como São Paulo. É o pó e o trânsito, alguns diriam.

É complicado. Eu olho da janela e o que vejo são macacos-sem-pelo usando ternos, macacos-sem-pelo usando jeans, macacos-sem-pelo usando jaquetas de couro em um sol de 23ºC.

Por sorte, com exceção do cachorro (não o da tira, um normal que não é feito de pixels), acabo passando grande parte do dia sozinho em casa. Como eu acredito que golden retrievers ainda não distinguem entre um roupão de feltro e um shorts de algodão, tenho uma certa liberdade em usar o que – ou o quanto – de roupa quiser. Interprete isso como convier.

Só espero que a vida desencane de tentar imitar a arte e não me apareça com nenhuma vizinha louca contratando cachorros bípedes alcoólatras pra tentar me matar.

Cachorro, o cachorro - Parte 6

Cachorro, o cachorro - Parte 6

Cachorro, o cachorro - Parte 5

Cachorro, o cachorro - Parte 5

Cachorro, o cachorro - Parte 4

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Olha só, nós mentimos de novo! Quer dizer, mais ou menos: eu avisei no começo que iríamos fazer essa série até quando quiséssemos, e isso está acontecendo agora. Vamos ter mais algumas tiras do Cachorro, o cachorro, na semana que vem também.

Por enquanto, vamos apenas celebrar a volta da opção de delivery para a nossa humilde residência, e não é só porque pagamos a conta de telefone direitinho esse mês.

Pode não parecer, mas as coisas estão melhorando aos poucos. No começo do ano, estava tudo indo para um metafórico buraco – desde crises existenciais até financeiras mesmo.

Tempos magros são bons pra aprender sobre humildade e procedimento. Dizem que o importante é sempre continuar crescendo e indo pra frente, e acho que com as tretas do começo desse ano serviram pra testar a nossa paciência. E nós passamos nessas provas com louvor, eu diria.

Agora é só continuar no caminho que a gente chega lá.

Cachorro, o cachorro - Parte 4

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Olha só, nós mentimos de novo! Quer dizer, mais ou menos: eu avisei no começo que iríamos fazer essa série até quando quiséssemos, e isso está acontecendo agora. Vamos ter mais algumas tiras do Cachorro, o cachorro, na semana que vem também.

Por enquanto, vamos apenas celebrar a volta da opção de delivery para a nossa humilde residência, e não é só porque pagamos a conta de telefone direitinho esse mês.

Pode não parecer, mas as coisas estão melhorando aos poucos. No começo do ano, estava tudo indo para um metafórico buraco – desde crises existenciais até financeiras mesmo.

Tempos magros são bons pra aprender sobre humildade e procedimento. Dizem que o importante é sempre continuar crescendo e indo pra frente, e acho que com as tretas do começo desse ano serviram pra testar a nossa paciência. E nós passamos nessas provas com louvor, eu diria.

Agora é só continuar no caminho que a gente chega lá.

Cachorro, o cachorro - Parte 3

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A gente tinha esquecido que fazer essas séries esporádicas era engraçado. É bom largar a crítica e os acontecimentos da semana por um tempo e focar em uma outra parada abertamente besta. É como mandar o mundo ir tomar no cu por um tempo.

Isso significa que está sendo bem divertido fazer Cachorro, o cachorro, que continua chegando com malícia até amanhã.

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Eu entendo que é uma questão de logística (e até um bom sinal, sinceramente), mas bem que eu queria receber o Ouya logo. Agora o consolinho vai demorar mais duas semanas pra chegar nas lojas, e sei lá quando as unidades do pessoal do Kickstarter vão ser enviadas.

É engraçado que eu não estou mais tão interessado em usar o console em si – mesmo porque vai demorar até ter um conteúdo de respeito lá dentro –, mas quero muito só pegar o cubinho na mão. É pela pura vontade de olhar para o Ouya e pensar que ele é um console feito com grana da internet. Tem alguma validade nisso? Não sei muito bem, mas estou sendo honesto.

De qualquer forma, os Correios vão fazer o favor de abocanhar uma parte da responsabilidade pelo atraso ainda maior do Ouya, mas até aí é normal, vai. Antes tarde do que nunca.

Cachorro, o cachorro - Parte 3

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A gente tinha esquecido que fazer essas séries esporádicas era engraçado. É bom largar a crítica e os acontecimentos da semana por um tempo e focar em uma outra parada abertamente besta. É como mandar o mundo ir tomar no cu por um tempo.

Isso significa que está sendo bem divertido fazer Cachorro, o cachorro, que continua chegando com malícia até amanhã.

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Eu entendo que é uma questão de logística (e até um bom sinal, sinceramente), mas bem que eu queria receber o Ouya logo. Agora o consolinho vai demorar mais duas semanas pra chegar nas lojas, e sei lá quando as unidades do pessoal do Kickstarter vão ser enviadas.

É engraçado que eu não estou mais tão interessado em usar o console em si – mesmo porque vai demorar até ter um conteúdo de respeito lá dentro –, mas quero muito só pegar o cubinho na mão. É pela pura vontade de olhar para o Ouya e pensar que ele é um console feito com grana da internet. Tem alguma validade nisso? Não sei muito bem, mas estou sendo honesto.

De qualquer forma, os Correios vão fazer o favor de abocanhar uma parte da responsabilidade pelo atraso ainda maior do Ouya, mas até aí é normal, vai. Antes tarde do que nunca.

Cachorro, o cachorro - Parte 2

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Continuamos com a série do Cachorro, o cachorro, que começamos nesta segunda, dia 6. Acompanhe a jornada mágica de um… bom, um cachorro e seus dois novos donos completamente idiotas. Suspense, aventura e romance em um pacote conveniente de sangue, lagrimas e pixels.

E convenhamos, não é como se você precisasse de uma desculpa para procrastinar ainda mais suas tarefas do meio da semana. Então, de nada.

A série continua até, pelo menos, sexta, dia 10. Mas não se preocupem: nós garantimos um final esdrúxulo do jeito que todo mundo espera de um quadrinho online.

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Ainda me surpreende bastante o quanto a galera dá atenção para um site tão babaca quanto o Testosterona. Não fico nem um pouco surpreso como o fato de que tem muita gente idiota e machista no mundo – se não tivesse, não teríamos que engolir tanto sapo nessa vida –, mas é impressionante o quanto ainda dão importância para um espaço na internet tão obviamente elitista e burro como as páginas desse cara.

É claro que temos que denunciar, que meter o dedo na cara e chamar o que temos de tochas e foices à mão para mostrar a abominação que é esse tipo de pensamento anti-feminista. É exatamente por conta de sites como esse que precisamos de tanto feminismo nesse mundo – e principalmente no nosso próprio país.

Mas realmente precisamos parar de dar atenção pra um babaca como esse. Um troglodita ancestral que acredita na afirmação eterna de uma sociedade que vem deixando de existir há muitos anos. Ou excluímos esse otário da nossa própria tribo, ou vamos deixar que essa imbecilidade nos consumir num piscar de olhos.

Pra mim, a regra de ouro da internet continua sendo “não serás pau no cu”. Contra esse cara, eu até abro uma exceção.

Cachorro, o cachorro - Parte 2

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Continuamos com a série do Cachorro, o cachorro, que começamos nesta segunda, dia 6. Acompanhe a jornada mágica de um… bom, um cachorro e seus dois novos donos completamente idiotas. Suspense, aventura e romance em um pacote conveniente de sangue, lagrimas e pixels.

E convenhamos, não é como se você precisasse de uma desculpa para procrastinar ainda mais suas tarefas do meio da semana. Então, de nada.

A série continua até, pelo menos, sexta, dia 10. Mas não se preocupem: nós garantimos um final esdrúxulo do jeito que todo mundo espera de um quadrinho online.

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Ainda me surpreende bastante o quanto a galera dá atenção para um site tão babaca quanto o Testosterona. Não fico nem um pouco surpreso como o fato de que tem muita gente idiota e machista no mundo – se não tivesse, não teríamos que engolir tanto sapo nessa vida –, mas é impressionante o quanto ainda dão importância para um espaço na internet tão obviamente elitista e burro como as páginas desse cara.

É claro que temos que denunciar, que meter o dedo na cara e chamar o que temos de tochas e foices à mão para mostrar a abominação que é esse tipo de pensamento anti-feminista. É exatamente por conta de sites como esse que precisamos de tanto feminismo nesse mundo – e principalmente no nosso próprio país.

Mas realmente precisamos parar de dar atenção pra um babaca como esse. Um troglodita ancestral que acredita na afirmação eterna de uma sociedade que vem deixando de existir há muitos anos. Ou excluímos esse otário da nossa própria tribo, ou vamos deixar que essa imbecilidade nos consumir num piscar de olhos.

Pra mim, a regra de ouro da internet continua sendo “não serás pau no cu”. Contra esse cara, eu até abro uma exceção.

Cachorro, o cachorro - Parte 1

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Se tem algo muito diferente entre eu e o Daniel, é que ele sempre viveu com cachorro e eu nunca tive um cachorro. É diferente viver com um cachorro. Não que o Cachorro, o cachorro da nossa tira, seja exatamente um cachorro normal. Apesar de nunca ter tido um cachorro, tenho (quase) certeza de que cachorros não sabem tocar a campainha – ou ainda, realmente acredito que a ciência não tenha registrado até hoje um cachorro viciado em nicotina e álcool, como é o caso do nosso Cachorro, o cachorro.

De qualquer forma, agora estamos morando os dois com um desses simpáticos bichos peludos de quatro patas. É interessante ver que, com a presença de um cão, a dinâmica da casa deixa de girar ao redor de seres do gênero Homo para focar principalmente em alguém do gênero Canis. Todo mundo conversa sobre o cão, todo mundo fica rindo do cão, e todo mundo dorme e acorda, e come e toma banho, de acordo com o horário do cão. Nunca pensei que a filosofia do “FODA-SE O SER HUMANO” fosse tão cheia de baba e pelos caninos. Assim é moleza ser misantropo.

Voltando ao Cachorro da nossa tira: faz tempo que não temos um personagem dando rolê com a gente. Então, resolvemos preparar uma semana inteira de quadrinhos mostrando um pouco do Cachorro, o cachorro. A partir de hoje até sexta, vamos fazer essa mini-série contando essa história do bicho-que-não-é-tão-bicho-assim, vocês vão ver.

Ele, na verdade, já apareceu nas nossas tiras antes, mas em uma época muito distante, quando não tínhamos ideia de que realmente queríamos fazer quadrinhos do jeito que estamos fazendo hoje. O personagem era bem parecido. O problema é que ele era mais legal do que qualquer coisa que conseguíamos criar naqueles tempos, então acabamos deixando o Cachorro na gaveta para usarmos em tempos mais bacanas. E esse, certamente, é um tempo muito mais bacana.

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Esse maio de 2013 que acabou de entrar é um mês bem seco, tanto no sentido meteorológico quanto no sentido de lançamento-de-games. A Microsoft resolveu espalhar pro mundo que realmente vai revelar um Xbox novo e que, contra tudo e contra todos (mas principalmente contra a Sony), essa revelação vai acontecer logo no fim de maio, um pouco antes dos costumeiros agitos anuais da E3.

Que venha a próxima geração, claro, mas sinceramente, com a memória viva desse espírito latino americano que nos toma, sabemos muito bem que esse pulo de um console para outro só vai rolar depois que todos os nossos vizinhos do planeta Terra já terem acostumado com essas novas plataformas – ou seja, por aqui, mudança de geração mesmo, só lá para o fim do ano que vem.

Até lá, tem muita água para rolar debaixo da ponte – uma metáfora onde a água são os jogos que ainda não jogamos (ou que ainda vamos jogar) dessa atual geração e a ponte seja os calos dos nossos dedos. Nós já sobrevivemos a uma troca de geração e nós vamos sobreviver a mais esta também. Se você quer saber, eu continuo jogando o PlayStation 2 quando encontro a minha irmã e não é como se eu me sentisse na idade da pedra toda vez que encosto em um DualShock 2.

De qualquer forma, maio está sendo um mês um tanto ingrato. Então não se assuste se voltarmos a algumas semanas atrás para falar sobre games que só temos tempo e, sinceramente, saco pra jogar agora. Acontece que esses tempos de lançamentos voláteis demais cansam muito a minha beleza interior. Contanto que eu não tenha abrido o lacre da caixa do jogo, o seu conteúdo é tão fresco quanto o pãozinho da padaria de hoje de manhã.

Cachorro, o cachorro - Parte 1

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Se tem algo muito diferente entre eu e o Daniel, é que ele sempre viveu com cachorro e eu nunca tive um cachorro. É diferente viver com um cachorro. Não que o Cachorro, o cachorro da nossa tira, seja exatamente um cachorro normal. Apesar de nunca ter tido um cachorro, tenho (quase) certeza de que cachorros não sabem tocar a campainha – ou ainda, realmente acredito que a ciência não tenha registrado até hoje um cachorro viciado em nicotina e álcool, como é o caso do nosso Cachorro, o cachorro.

De qualquer forma, agora estamos morando os dois com um desses simpáticos bichos peludos de quatro patas. É interessante ver que, com a presença de um cão, a dinâmica da casa deixa de girar ao redor de seres do gênero Homo para focar principalmente em alguém do gênero Canis. Todo mundo conversa sobre o cão, todo mundo fica rindo do cão, e todo mundo dorme e acorda, e come e toma banho, de acordo com o horário do cão. Nunca pensei que a filosofia do “FODA-SE O SER HUMANO” fosse tão cheia de baba e pelos caninos. Assim é moleza ser misantropo.

Voltando ao Cachorro da nossa tira: faz tempo que não temos um personagem dando rolê com a gente. Então, resolvemos preparar uma semana inteira de quadrinhos mostrando um pouco do Cachorro, o cachorro. A partir de hoje até sexta, vamos fazer essa mini-série contando essa história do bicho-que-não-é-tão-bicho-assim, vocês vão ver.

Ele, na verdade, já apareceu nas nossas tiras antes, mas em uma época muito distante, quando não tínhamos ideia de que realmente queríamos fazer quadrinhos do jeito que estamos fazendo hoje. O personagem era bem parecido. O problema é que ele era mais legal do que qualquer coisa que conseguíamos criar naqueles tempos, então acabamos deixando o Cachorro na gaveta para usarmos em tempos mais bacanas. E esse, certamente, é um tempo muito mais bacana.

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Esse maio de 2013 que acabou de entrar é um mês bem seco, tanto no sentido meteorológico quanto no sentido de lançamento-de-games. A Microsoft resolveu espalhar pro mundo que realmente vai revelar um Xbox novo e que, contra tudo e contra todos (mas principalmente contra a Sony), essa revelação vai acontecer logo no fim de maio, um pouco antes dos costumeiros agitos anuais da E3.

Que venha a próxima geração, claro, mas sinceramente, com a memória viva desse espírito latino americano que nos toma, sabemos muito bem que esse pulo de um console para outro só vai rolar depois que todos os nossos vizinhos do planeta Terra já terem acostumado com essas novas plataformas – ou seja, por aqui, mudança de geração mesmo, só lá para o fim do ano que vem.

Até lá, tem muita água para rolar debaixo da ponte – uma metáfora onde a água são os jogos que ainda não jogamos (ou que ainda vamos jogar) dessa atual geração e a ponte seja os calos dos nossos dedos. Nós já sobrevivemos a uma troca de geração e nós vamos sobreviver a mais esta também. Se você quer saber, eu continuo jogando o PlayStation 2 quando encontro a minha irmã e não é como se eu me sentisse na idade da pedra toda vez que encosto em um DualShock 2.

De qualquer forma, maio está sendo um mês um tanto ingrato. Então não se assuste se voltarmos a algumas semanas atrás para falar sobre games que só temos tempo e, sinceramente, saco pra jogar agora. Acontece que esses tempos de lançamentos voláteis demais cansam muito a minha beleza interior. Contanto que eu não tenha abrido o lacre da caixa do jogo, o seu conteúdo é tão fresco quanto o pãozinho da padaria de hoje de manhã.

Declarando falência

Declarando falência